Likutei Amarim - Tânya Volume 3

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  • Apresenta o texto original em hebraico seguido da tradução para o português, no estilo frase a frase, dos capítulos 35-53 da seção LIKUTEI AMARIM.
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Um Grande Clássico da Literatura Judaica - Likutei Amarim - o Tânya

Quando o Tanya foi mostrado pela primeira vez a Rabi Levi Yitschac de Berditchev, ele expressou sua admiração tanto pelo livro quanto pelo autor: "É um milagre" - disse ele - "que o autor tenha conseguido encerrar um D'us tão poderoso e impressionante num volume tão pequeno!" É por esse motivo que esta obra básica da Chassidut de Chabad tem recebido tanta reverência, sendo chamada de "O Sagrado Tanya" por todos.

Durante quarenta anos Rabi Shneur Zalman de Liadi absorveu os ensinamentos de seus mestres, tanto nos aspectos revelados quanto ocultos da Torá, até que eles se tornaram parte de sua essência. Nos dez anos seguintes, no Shabat antes de Rosh Chôdesh, e nos Dias Festivos, ele ensinou em público aquilo que tinha aprendido de seus professores. Assim o Tanya começou a tomar forma.

Estes ensinamentos foram originalmente registrados de memória por alguns dos discípulos de Rabi Shneur Zalman, e circulavam no formato de panfletos. No entanto, devido aos muitos erros que inevitavelmente apareciam nos manuscritos, e especialmente porque alguns eram alterados por aqueles que se opunham aos caminhos da Chassidut, Rabi Shneur Zalman finalmente decidiu publicar seus ensinamentos no formato impresso. Isso se provaria como sendo um benefício à sua própria geração, bem como das gerações futuras.

A Estrutura do Tanya

O Tanya é conhecido como o Shulchan Aruch da Chassidut Chabad. Correspondendo ao Shulchan Aruch, o Tanya também é dividido em quatro partes: A primeira seção do Tanya, Likutei Amarim, "Coletânea de Ensinamentos", corresponde à primeira parte do Shulchan Aruch, Orach Chaim.

A segunda seção, Sha'ar ha'Yichud ve;ha-Emunah, "O Portal da Unidade e Crença" - corresponde à segunda seção do Shulchan Aruch, Yoreh De'ah.

A terceira seção do Tanya, Iguêret ha'Teshuvá, "Carta de Arrependimento" - é comparada a Even ha-Ezer, e a quarta parte do Tania, Iguêret ha-Kôdesh, "Carta Sagrada", é conhecida como a Choshen Mishpat dos ensinamentos chassídicos.

A orientação para o serviço diário de um judeu ao Todo Poderoso, serviço este permeado por amor e reverência a D'us, é o tema central de Likutei Amarim. Nos cinqüenta e três capítulos que compreendem esta seção do Tanya, Rabi Shneur Zalman sistematiza os conselhos que tinha dado a seus inúmeros discípulos e seguidores no decorrer dos anos. Aqui, revelada ante nossos olhos, está uma maravilhosa tapeçaria de idéias sobre o mundo e sua natureza, sobre o judeu e a composição de sua alma, e sobre o elevado status das mitsvot da Torá e seu relacionamento com o mundo físico.

O conteúdo da seção seguinte do Tanya é sugerido por seu nome, Sha'ar ha'Yichud veha-Emunah, "O Portal da Unidade e Crença". Em seus doze capítulos, aprendemos sobre a crença como é compreendida no pensamento chassídico. Aprendemos sobre o Criador e Seu mundo, e como o Eterno, Bendito seja, cria Suas criaturas, e como Ele continuamente as sustém. Aprendemos como a existência de todos os seres criados é anulada em relação a Ele.

Nos doze capítulos de Iguêret ha'Teshuvá, bem como o aprendizado sobre os princípios fundamentais do arrependimento, que são expressos no abandono do caminho do pecado, aprendemos também sobre como um homem pode retificar os danos que suas ações negativas causaram.

Os trinta e dois capítulos de Iguêret ha'Kôdesh discutem assuntos relacionados ao serviço do homem a D'us por meio do estudo da Torá, prece, caridade e ética. Kuntres Acharon, o "Tratado Definitivo", com o qual se encerra o Tanya, é uma análise penetrante dos conceitos cabalísticos que foram mencionados na primeira seção do Tanya, Likutei Amarim.

A Torá Escrita

Em geral, o Tanya é considerado como a "Lei Escrita" da filosofia chassídica. O motivo para isso não é somente porque cada expressão é absolutamente precisa em seu significado, mas também porque cada palavra, e até mesmo cada letra, foi cuidadosamente pesada e considerada antes de ser escrita. Está registrado que Rabi Shneur Zalman certa vez disse a seu irmão, que o encontrou à escrivaninha, profundamente mergulhado em reflexão: "Esta é a terceira semana consecutiva que estou analisando esta palavra específica, debatendo se coloco ou não um 'e' antes dela!"

O Tanya foi escrito para todo judeu, e é considerado o pão de cada dia para um chassid. O Rebe Anterior, Rabi Yossef Yitschac Schneersohn, que sua alma descanse no Gan Eden, lembrou que certa vez quando seu pai começou a estudar o Tanya com ele, explicou: "O Tanya é como o Chumash, os cinco livros da Torá. Todo judeu, do mais notável até o mais simples - todos eles aprendem Chumash, e cada um tenta entender aquilo que pode. Mas na verdade, ninguém entende por completo, e quanto maior a pessoa, mais sabe o quanto está longe do entendimento."

Rabi Hillel de Paritsh, um dos mais notáveis discípulos do autor, declarou: "Ao ensinar o alfabeto a uma criança de três anos, se a pessoa ensinar a partir do Tanya, com certeza ele não será um ateu. E um devoto total...? Certamente!"

Além de suas profundezas intelectuais, deve-se enfatizar os outros maravilhosos benefícios do Tanya, que se expressam tanto em assuntos espirituais quanto materiais. Quem reza pedindo para ter filhos será abençoado, se estabelecer horários regulares para o estudo do Tanya; ler este livro é benéfico para fortalecer os olhos; aprender o Tanya de cor purifica a atmosfera espiritual do mundo, retifica os pecados da juventude, fortalece a memória e impede que se tenha dúvidas nos assuntos da fé.

A Página Título

O Tanya se inicia com a página título da primeira seção do livro, Likutei Amarim, "Coletânea de Ensinamentos". A página título da obra não é apenas um prelúdio ao seu conteúdo - ela, também, é considerada uma parte integral dos ensinamentos do Tanya. O ilustre neto do autor, o Tzemach Tsedec, explicou longamente a página título, palavra por palavra, a seu filho, Rabi Shmuel, mais conhecido como o Maharash. Por sua vez, quando Rabi Shmuel começou a estudar o Tanya com seu filho, que se tornaria o Rebe Rashab, ele explicou as intenções do autor na página título, a respeito do serviço do homem a D'us.

Quando Rabi Shneur Zalman escreveu a página título, ali encerrou o conteúdo e a essência de todo o livro. Aqui, aprendemos sobre o título da obra, sobre as fontes das quais o material foi coletado, e sobre um princípio fundamental - que a obra é relevante para cada judeu.

É geralmente aceito nas Escrituras que o nome de uma pessoa ou local é indicativo da natureza de sua existência, seu caráter ou sua composição. Se o objeto à nossa frente pode ser visto sob vários ângulos diferentes, adquire diversos nomes. Portanto, Rabi Shneur Zalman chama a primeira parte de sua obra por dois nomes: "Likutei Amarim (Coletânea de Ensinamentos), que é intitulado Sefer shel Benonim."

Coletânea de Conselhos

A primeira parte do título, Likutei Amarim, expressa a natureza prática dessa obra. Da mesma maneira que autoridades publicam responsa - soluções para problemas que surgiram em assuntos relacionados à A Lei Judaica - assim também a primeira parte do Tanya é uma coleção de soluções para problemas no serviço de D'us - conselhos que Rabi Shneur Zalman ofereceu durante muitos anos a milhares de seus discípulos que abriam o coração para ele. Assim, o título escolhido pelo autor retrata com maestria sua intenção - "responder com palavras de verdade àqueles que buscam seu conselho" como declara o verso em Mishlê (22:21). (Veja no comentário de Rashi).

Claramente, esta obra não foi publicada para aumentar a fama do autor, pois ele deu-lhe o título despretensioso de "Coletânea de Ensinamentos", alegando que ele tinha meramente juntado e coletado os ensinamentos de outros. Ao contrário, sua intenção era beneficiar os membros de sua própria geração, e as gerações vindouras.

A segunda parte do título, Sefer shel Benonim, expressa a meta desta obra - ajudar uma pessoa a tornar-se um benoni, a pessoa "intermediária". Segundo o Tanya, uma pessoa é descrita segundo os poderes de sua alma interior, não segundo seu comportamento exterior e suas ações. O nível de um tsadic, alguém perfeitamente justo, é extremamente elevado, e não pode ser exigido de todos. De modo oposto, "o nível de benoni pode ser atingido por qualquer pessoa, e todos deveriam se esforçar para atingi-lo." O Tanya possibilita a cada pessoa tornar-se um benoni, e a orienta rumo a este objetivo. Este é o âmago da expressão freqüentemente usada pelos chassidim: "Oh, ser pelo menos um benoni."

Característico de sua grande humildade, Rabi Shneur Zalman declara que o livro à frente do leitor é "coletado de livros sagrados, e de mestres com inspiração celestial" - como se não houvesse nada de novo em seus ensinamentos, somente aquilo que foi reunido e extraído de outras fontes. O termo, "livros sagrados", refere-se especificamente às obras do Rambam, aos escritos do Maharal de Praga, e ao Shelah - Shenei Luchot ha'Berit - de Rabi Isaiah Hurwitz. Os professores de "inspiração celestial" a que o autor se refere são principalmente o Báal Shem Tov, o Maguid de Mezeritch e Rabi Menachem Mendel de Vitebsk, de quem Rabi Shneur Zalman foi colega e aluno.

"Pois está perto de você"

Rabi Shneur Zalman apoiou toda a obra no versículo "Pois isso está muito perto de você" (Devarim 30:14). O autor nos guia ao longo de uma larga trilha no serviço de D'us, de uma forma que Torá e mitsvot não são difíceis de cumprir, nem distantes da pessoa. Ao contrário, são amadas por ela e próximas do seu coração. Obviamente, nem todas as pessoas são feitas do mesmo molde. No entanto, o Tanya fala para cada um - para a pessoa comum, para aquela cuja conduta passada não era desejável, e também para aquela que já atingiu um nível espiritual elevado.

O autor enfatiza que explicará com clareza "como está muito próximo de você, em um longo e curto caminho." Rabi Shneur Zalman nos mostra dois caminhos no serviço Divino. Um, o "caminho curto", é especificamente para aqueles cuja compreensão no conhecimento de D'us é limitada. Para eles, o autor oferece o despertar do amor natural, latente, que está enterrado no coração de todo judeu. O segundo, "caminho longo", oferece uma trilha para servir a D'us com amor e reverência, que são conseguidas por extenuantes esforços intelectuais e muita meditação sobre a grandeza do abençoado Infinito Criador.

Os Chassidim explicam que ao definir o Tanya como "um caminho curto e longo", a metodologia de Chassidut Chabad cobre uma vasta área de assuntos que, além do conhecimento em si, exigem grande esforço pessoal e serviço árduo. Embora o caminho sugerido por Rabi Shneur Zalman seja longo por si mesmo, mesmo assim é também um caminho curto, pois é o método mais eficaz de entrar no santuário interior.

Fonte: Chabad.org.

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